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domingo, 5 de outubro de 2014

Crónicas #13

Mais uma vez, o P3 delicia-nos com as suas descobertas. Desta vez descobriu um génio. Outro génio. E a semana até acaba melhor ao ler uma coisinha destas. Eu fiquei sem palavras com este texto do Tiago Matos Silva. Onde andou ele este tempo todo? Quero maaaaaiiiiis!! Tão a ver aquele momento em que um cantor lança uma música que adoram de paixão e vocês vão vasculhar tudo aquilo que é da sua autoria e torna-se pior que um vício?! Sinto-me assim depois desta leitura! Não mudava nem uma linha. Uma pessoa até consegue ver esse calor, esses mais e menos que ele fala, uuuhhh! Genial!
Desta vez não vos consigo deixar o meu excerto favorito. Não consegui escolher o paragrafo favorito. Leiam tudo, please!





domingo, 29 de junho de 2014

A de André, A de amor

Hoje morreu o filho da Judite de Sousa. É devastador. Mas não é devastador por ser o filho dela, é devastador por ser o filho de alguém, o amor de alguém, o amigo de alguém, o porto de abrigo de alguém, o alguém de alguém. E era um alguém ainda muito jovem, com todo o mundo pela frente para conquistar. 
Não o conheço, não faço ideia se era boa ou má pessoa, mas era o alguém de alguém. E foi cedo demais. E eu partilho essa dor - aquela dor que fica quando alguém nos deixa cedo demais. É isso que me parte o coração e corrói as entranhas e me faz querer não sentir mais nada. 
Foi ele, podia ser qualquer um dos meus amigos. Podia ser apenas um conhecido, como já foi (e doeu, muito). Mas foi cedo demais ainda assim.
Diz-se que a pessoa continua a existir na nossa memória, mas a memória é traiçoeira. Sem querer às vezes esquece-mo-nos de detalhes que jamais podíamos esquecer. E não temos mais o nosso alguém ali para poder tocar, sentir, conversar e recordar o detalhe esquecido. E depois vem a saudade, e as lágrimas deixam de ser de dor e passam a ser de saudade. A imensa saudade que abre o peito ao meio e faz os telemóveis e as novas tecnologias parecerem ridículas e inúteis.
Hoje morreu o alguém de alguém. Por isso, garante sempre que o teu alguém sabe que é alguém de alguém. 


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Crónicas #1

Saiu hoje no Público, e está linda:

"Mataram o amor. Viva o amor!

Se o amor tem um luto, o meu foi ontem a enterrar, e a semana não acabará sem que a missa de sétimo dia aconteça.
Na verdade, só o amor sentido é que se veste de negro. É o que se carpe. Amor que é amor é amor fadista de xaile negro pelas costas... é amor que se ama de olhos fechados. É amor em si, em lá e dó.
O amor de verdade tem um corpo que demora a arrefecer, às vezes uma vida inteira. E uma vida inteira é muito tempo. E agora, seguem-se os cinco passos do luto, tão estúpidos quanto humanos.
1. Negação e isolamento: "Isto não pode estar a acontecer. Não pode."
2. Raiva: "É tão injusto. Eu dei tanto. Eu ainda gosto tanto. Tanto."
3. Negociação e diálogo: "Vou tentar ver o lado positivo. E é desta que vou começar a ir religiosamente ao ginásio."
4. Depressão: "Não consigo. Estou tão triste. É tão frustrante. Será que alguma vez vai passar?"
5. Aceitação: "Vai. Vai passar."
É um amor que não recebe visitas, que não se celebra nunca, que não recebe flores, nem para inglês ver, nem sequer em dia de finados.
É a dor que não tem direito a três dias de dispensa no trabalho. É dor que não merece os "sentimentos" de ninguém, nem palmadas nas costas, nem alteração do estado no bilhete de identidade.
E porque raio é que isto é menos do que um luto a se´rio, mesmo quando não é um luto a brincar? Quando se despede de alguém que se ama, iça-se a bandeira a meia-haste e faz-se feriado pessoal.
Esta eterna saudade é verdadeira. Mesmo quando se corre o risco de ver o finado numa noite no Cais do Sodré.
O verdadeiro amor, raramente falece de morte natural. Geralmente é brutalmente assassinado, digno de capa no "Correio da Manhã". Julgado como crime passional numa trágico.comédia de sala de psicólogo.
"É uma pena, ninguém estava à espera. Era um amor tão novo."
Queres saber como é que reages ao luto? Lutando."

Parabéns One woman show!